Nossos Sentimentos: O que Jesus ensina Sobre eles

[printfriendly]

Mateus 26: 37-38

E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,  começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.

Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte, ficai aqui e velai comigo.

 

Nessa passagem aprendemos que Jesus não tinha vergonha de seus sentimentos.

Em outra oportunidade, já havia até mesmo chorado em público. Talvez você pergunte por que alguém tão grande chorou publicamente. Alguém que fez milagres tão assombrosos não conteve as lágrimas.

A explicação está no amor. Ele amava a humanidade, amava ser transparente; ensinou a mostrarmos e a falarmos mais aos outros sobre os nossos sentimentos.

 

Sabe aquela situação quando cumprimentamos alguém dizendo que está tudo bem, quando na verdade estamos exalando angústia?

Expor sentimentos é mostrar franqueza. O Mestre da Vida naquele instante usou a sua própria dor para nos ensinar a não ter nenhum tipo de vergonha do que estamos sentindo.

 

Quantas vezes você já chorou na frente de seus filhos? Ainda não? Teve vergonha?

Já falou de suas piores frustrações aos seus amigos?

Já deixou de contar a sua dor para alguém com medo de ser incompreendido?

Jesus fez exatamente isso, falando para os três discípulos no versículo 38. O Senhor sabia que eles não tinham condições de ajudá-Lo porque simplesmente não compreendiam que Ele estava prestes a morrer pela humanidade. Você já parou para ouvir as angústias e aflições de alguém que às vezes quer apenas desabafar, que pode estar bem perto de você?

 

O Mestre dos Mestres nos ensina muita coisa sobre não represar nossos conflitos, que devemos sempre romper com a nossa solidão. Mostrou ali no jardim do Getsêmani a não tentarmos ser perfeitos, super-homens, intocáveis, mas a chorar quando for preciso…

Aprendemos com o maravilhoso Poeta da Vida que chorar e sonhar são mais importantes que tentar ganhar o mundo; que ter consciência de nossas limitações abre portas para sermos mais felizes, mais saudáveis e mais serenos.

 

Os discípulos obviamente eram pessoas muito simples e sem nenhum preparo para tarefas mais importantes daquelas que já se ocupavam. Só que para Jesus, integridade é mais importante que a busca pela perfeição.

A tarefa que Jesus designou a eles é o mesmo convite que Ele faz a mim e a você: Falar de um reino invisível, que o mais inspirado poeta jamais encontraria palavras para descrever.

Um lugar onde toda lágrima já estaria enxugada, a morte definitivamente vencida e o pranto e a dor,  seriam coisas já passadas.

 

Esse lugar se encontra  aqui mesmo, talvez já há um bom tempo, bem dentro de você, nos recônditos mais secretos do seu coração, onde só o Senhor e você conhecem.

Ele o descreveu como uma semente que deve morrer para germinar  numa terra fértil; que ao ser regada se transformaria numa singela flor desabrochando com esplendor na eternidade.

 


%d blogueiros gostam disto: