Negue-se a si Mesmo

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Nesta vida tão corrida e atribulada, onde nossas necessidades devem ser satisfeitas imediatamente e a nossa paciência dura cada vez menos, talvez devêssemos refletir sobre o real significado do que Jesus Cristo disse em Mateus 16.24 e Lucas 9.23 “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”.

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Alguns mártires que vieram antes de nós, certamente tomaram esse mandamento ao pé da letra. Morreram por Cristo e graças a eles tornamo-nos conhecedores das boas-novas.

Mas, e hoje? O que isso realmente significa?

Jesus foi muito claro quando disse em Mateus 16.25 “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á e quem perder a sua vida por amor de mim, acha-la-á”.

 

Às vezes nos sentimos consumidos por nossos próprios problemas, estressados por causa de nossas vidas, da nossa família, do nosso trabalho. Você já reparou como pensamos e olhamos demais para nós mesmos?

Pois é aí que pode estar outro sentido para a expressão “Negue-se a si mesmo”, trata-se de um convite do Senhor para que eu e você, nas circunstâncias mais adversas, aprendamos a alegrar e a descansar Nele. Negar-se a si mesmo então é confiar em Deus muito mais do que fazemos ao mesmo tempo em que obedecemos um de seus mais importantes mandamentos; em que o Senhor nos diz para não querermos garantir nossas vidas neste mundo, mas a morrer para as coisas do mundo.

Jesus falou muito sobre o tipo de vida que ele oferece a quem o segue: “Vida em abundância” quem a adota também aprende a ficar mais tempo de olho na eternidade.

 

Algumas igrejas têm atraído muitas pessoas, pregando somente uma fé apoiada em “conquistas pessoais”, “vitórias” “prosperidade” entre outras “bênçãos”.

Não façamos dessas promessas o nosso principal objetivo nesta vida.

O Senhor nos disse em Lucas 12.31: “Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Precisamos entender, mais do que nunca o exemplo daqueles que se recusam a se prostrar perante os “bezerros de ouro” dos nossos dias, esses mesmos que o mercado lança todos os dias, que nos seduzem o tempo todo pela televisão e internet; a cada novo produto de consumo imediato quando você mesmo às vezes se pergunta como conseguiu sobreviver sem ele até hoje.

A cada novo conforto que a mídia te empurra goela abaixo ou talvez quem saiba, mais um serviço prestado pelo seu Banco “amigo” o que sempre te telefona sábado à noite oferecendo alguma “aplicação imperdível” ou até mesmo sua operadora de celular e cartão de crédito que sempre desejam “facilitar sua vida ao máximo”. A regra parece ser: “Não deixe para amanhã a dívida que você pode fazer hoje”; afinal de contas a sua felicidade deve durar pelo menos até a chegada do próximo boleto…

 

Vamos refletir um pouco: Será é que é tão difícil assim aprender a usar as coisas e amar as pessoas, ou será que estamos fazendo justamente o contrário?

Não podemos nos tornar nossos próprios mestres, pregando para o nosso próprio “Eu”.

Sejamos capazes ainda de imitar o apóstolo Paulo ao dizer: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.

 

Crer verdadeiramente no Mestre da Vida é estar disposto a morrer por ele, morrer para que outros possam  viver.

O desconforto que sentimos ao começar a deixar de dar tanta importância às coisas e promessas deste mundo já é um sinal que estamos percebendo Deus trabalhar em nossos corações, que estamos aprendendo a morrer para nós mesmos, para o que é temporário; que confiamos no Deus invisível aos olhos de quem ama o mundo, mas ao mesmo tempo tão real e maravilhoso para quem escolheu Nele crer.

 

Nunca se sinta desamparado nem desanimado ao agir assim, a paz e a alegria que Deus irá lhe proporcionar gratuitamente serão indizíveis.

Lembremo-nos que o apóstolo Paulo tornou-se um mestre em negar-se a si mesmo, a ponto de afirmar que morrer para ele seria lucro.

 

O convite do Senhor para carregarmos a nossa cruz a cada dia deve ser irresistível, talvez seja a mais linda poesia sobre o que Ele chamou de “vida em abundância”. Está em Mateus 11.28-29-30:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque  o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

 

Segue abaixo uma sugestão de oração simples, mas bem a propósito para os dias atuais:

 

Senhor, eu estou disposto:

A receber o que o Senhor me der;

A carecer do que o Senhor retém;

A entregar aquilo que o Senhor toma;

A obedecer aquilo que o Senhor inflige;

A ser aquilo que o Senhor exige.

 

Por: Marco Aurélio


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