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01
mar

Vida de Contentamento

Versículo do Dia: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (Filipenses 4.11)

Este versículo nos mostra que o contentamento não é uma inclinação natural do homem. Cobiça, descontentamento e murmuração são tão naturais ao homem como os espinhos e cardos ao solo. Não precisamos plantar cardos e espinhos, pois são inerentes ao solo. Semelhantemente, não precisamos ensinar os homens a reclamar; eles o fazem rapidamente, sem qualquer aula. As coisas preciosas da terra precisam ser cultivadas. Se queremos colher trigo, temos de arar e semear a terra. Se desejamos ter flores, precisamos de um jardim e todos os cuidados de um jardineiro. O contentamento é uma das flores do céu. Se nós a queremos, ela tem de ser cultivada. Ela não se desenvolverá em nós, naturalmente. É somente a nova natureza que pode produzi-la; e, depois de produzida, temos de ser cuidadosos e especialmente vigilantes em cultivar e manter a graça que Deus semeou em nós.
O apóstolo Paulo disse: “Aprendi a viver contente”. Estas palavras nos mostram que antes ele não sabia viver desta maneira. Custou-lhe algum esforço para alcançar o mistério dessa grande verdade. Sem dúvida, às vezes ele pensava que já havia aprendido, mas falhava. E, quando, finalmente, a alcançou e pôde afirmar: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”, já era um homem velho, de cabelos grisalhos, às portas da morte – um miserável prisioneiro encarcerado por Nero, em Roma. Se queremos chegar onde Paulo chegou, também devemos suportar as enfermidades dele e compartilhar com ele da sua prisão. Não alimente a ideia de que você pode viver contente sem aprender, ou aprender sem disciplina. Viver contente não é uma virtude que pode ser praticada naturalmente, e sim uma arte a ser obtida gradualmente. Sabemos disto por experiência. Silencie a murmuração, embora ela seja natural, e continue sendo um aluno diligente na Palavra.
C. H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword and Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional.











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